Dia de Finados: O que significa e como é celebrado em diferentes culturas?

Para algumas nações a data remete à tristeza, para outras a alegria e orgulho à memória dos falecidos

A Igreja Católica celebra o 2 de novembro como o Dia dos Fiéis Defuntos, Dia de Finados ou Dia dos Mortos. A origem remete ao século II, quando alguns cristãos rezavam pelos falecidos e visitavam seus túmulos.

No século XIII, um decreto do abade de Cluny – que dirigia o maior mosteiro da Idade Média – determinou que os monges sob sua jurisdição lembrassem o dia dos mortos em 2 de novembro. Assim, ao longo dos séculos, o Dia de Finados entrou para o calendário civil de vários países.

VEJA TAMBÉM: Finados tem alterações nas celebrações para evitar aglomerações

Segundo a cultura de cada nação, a data ganha aspectos diferentes. “Para nós, ocidentais, representa um dia de lamentações e saudades. Porém, temos que guardar no coração as lembranças e os momentos felizes”, explica Odil Campos, médium e autor do livro “A Terra e Seus Universos” (Editora Flor de Lis), que remete ao assunto.

O escritor, que já publicou outros livros de estudos no segmento espírita e romances espiritualistas, explica um pouco sobre as tradições dessa data em diversos países.

Brasil

O ritual mais comum em nosso país é visitar os cemitérios, colocar velas, flores nos túmulos dos falecidos e fazer orações. Missas também costumam ser celebradas nesses locais, mas em virtude da pandemia da covid-19 e para evitar aglomerações, cada município adotou regras próprias. Assim, é importante verificar se haverá cerimônias nos cemitérios. Em Curitiba, está permitida somente as visitas aos túmulos, alguns cemitérios farão celebrações em formatos on-line, drive-in e drive thru.

México

Esse é um dos países em que celebração deixa de lado a tristeza, é encarada de maneira alegre e festiva. As pessoas usam fantasias coloridas de caveiras, constroem altares dentro das casas e preparam as comidas e bebidas preferidas de quem já se foi. A ideia é relembrar com orgulho a memória dos falecidos.

Espanha

Nesse país, a celebração é feita em 1º de novembro. As pessoas costumam retornar para suas cidades de origem, visitar os cemitérios onde estão seus entes queridos usando roupas em tons coloridos, vibrantes e num clima mais festivo.

Flores são levadas aos túmulos à noite, junto com um doce chamado Osso dos Santos – feito de marzipã, ovos e calda de mel com água e açúcar. A iguaria é utilizada como sobremesa nessa data.

Japão

A data é lembrada em 15 de agosto e trata-se de um momento para prestar homenagens aos ancestrais. As celebrações duram três dias e incluem danças e comidas especiais. Os japoneses também costumam retornar ao lar em que os antepassados da família viveram e limpar as lápides dos falecidos.

Guatemala

No interior desse país, que tem influência de povos indígenas, pipas gigantes são soltas ao ar, próximo aos túmulos dos mortos. Também há pratos típicos feitos somente neste dia do ano.

Índia

No período chamado Pitri Paksha, que compreende 16 dias lunares no calendário hindu, o hábito é prestar homenagem aos ancestrais, especialmente por meio de ofertas de alimentos. O culto é feito para honrar sete gerações passadas.

Austrália

“Os aborígines australianos possuem uma tradição muito interessante. Eles lamentam e choram quando a pessoa nasce, pois vem para resgatar seus carmas e cumprir seu destino. Quando a pessoa morre, eles festejam e ficam alegres, pois ela finalmente se libertou do sofrimento de se encontrar encarnada na Terra”, comenta Campos.

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