Ator paranaense José Maria Santos, o Zé Maria, ganha biografia

Livro será lançado virtualmente no dia 4 de janeiro, data que marca os 30 anos de falecimento do ator

No dia 4 de janeiro, foi lançado em um evento virtual a biografia “VIVAZÉ! José Maria Santos – ator do Paraná”, escrita pelo ator e jornalista Ulisses Iarochinski. A data escolhida para o lançamento marca os 30 anos de falecimento do ator, diretor, produtor e professor.

O livro “VIVAZÉ!” contém 266 páginas que reúnem a biografia, quatro entrevistas, três prefácios, 110 fotos de peças teatrais e pessoais de Zé Maria e está disponível para venda no site Amazon.

A obra faz parte de um amplo projeto, que já teve a realização de um espetáculo, uma exposição itinerante e um documentário longa-metragem, todos sob o selo VIVAZÉ!.

José Maria Santos, ou Zé Maria, é considerado um ícone do teatro paranaense. Natural de Guarapuava, nasceu em 12 de dezembro de 1933 e começou sua carreira no Teatro de Adultos do Sesi, em 1954. Seus últimos trabalhos como ator foram em 1989 nas peças “Casal do Barulho” de Dario Fo com sua Companhia Dramática Independente, “Médico a Força”, de Molière, com o grupo Tecefet, e no filme “O Mal”, de Valêncio Xavier.

Zé Maria recebeu vários prêmios de melhor ator e diretor. Em 1977, ganhou o “Kikito de Ouro do Festival de Cinema de Gramado” como melhor ator coadjuvante por seu trabalho no filme “Aleluia Gretchen”. Em 1972, criou o grupo amador de teatro “TUT” (Teatro da Universidade Tecnológica), Escola Técnica Federal do Paraná, onde esteve à frente até a sua morte, em 4 de janeiro de 1990.


Iarochinski foi aluno e colega de palco de Zé Maria e também foi responsável pela campanha que, em 1998, renomeou o antigo Teatro da Classe, na Rua 13 de Maio, para Teatro José Maria dos Santos, homenageando o ator.

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Para renomear o teatro, foram produzidas 17 páginas inteiras (capas do caderno de cultura do Jornal do Estado (atual Bem Paraná), além da publicação de várias reportagens e notas de colunas por mais de dois anos. Com a campanha, Ulisses e o diretor do jornal na época, Ruy Barrozo, sensibilizaram o deputado estadual Algacy Túlio, que apresentou a proposta na Assembleia Legislativa. Depois de aprovado, o projeto foi sancionado pelo então governador Roberto Requião.

 

 

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