Mês da Consciência Negra é marcado por ações virtuais de museus

Atividades têm o objetivo de mostrar o trabalho de artistas negros e negras e discutir o silenciamento historicamente imposto à cultura afrobrasileira no Paraná

A cultura afrobrasileira será celebrada durante novembro, Mês da Consciência Negra. Museus de Curitiba administrados pela Secretaria da Comunicação Social e da Cultura (SECC) realizarão diversas ações on-line gratuitas para ajudar a fortalecer o papel protagonista das negras e negros na sociedade paranaense.

Entre as atividades estão lives com pesquisadores e pesquisadoras sobre questões históricas da cultura afrobrasileira, ocupações virtuais por artistas negros convidados para apresentarem seus trabalhos, oficinas com profissionais negros da Cultura e mesas redondas com artistas.

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As ações ainda terão discussões sobre pautas indispensáveis na luta antirracista no estado e os patrimônios e elementos de pesquisa que subvertem o silenciamento historicamente imposto à cultura negra no Paraná e no Brasil. De acordo com dados de 2018 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 34% da população paranaense é negra ou parda.

Os espaços culturais que participarão das celebrações do Mês da Consciência Negra serão o Museu da Imagem e do Som do Paraná (MIS-PR), Museu Paranaense (MUPA) e Museu de Arte Contemporânea do Paraná (MAC-PR). Confira a programação em cada um deles:

Museu da Imagem e do Som do Paraná (MIS-PR)

No dia 6 de novembro, às 11h, acontece um bate-papo ao vivo sobre revelação de filmes fotográficos com Tárcilo Pereira. A live será gratuita, sem necessidade de inscrição prévia, no Instagram do MIS-PR.

Museu Paranaense (MUPA)

Por meio de postagens e lives, no Instagram e Facebook, serão abordados assuntos como a atuação de intelectuais negros no Paraná, como é o caso do advogado, escritor, professor e político brasileiro Sebastião Paraná, questões ligadas à escravidão e liberdade e a repressão ao samba na capital paranaense.

Ao longo do mês serão realizadas duas lives: a primeira será com a pesquisadora Fernanda Lucas Santiago, no dia 10 de novembro, às 18h. Mestra em História pela Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC) e pesquisadora Associada do Aya Laboratório de Estudos Pós-Coloniais e Decoloniais da UDESC, ela apresentou em dezembro de 2019 a dissertação “Mulheres negras: trajetórias de (re) existência em rede (Curitiba 1922-1963)”.

Fernanda ainda é membro consultora da Comissão Estadual sobre a Verdade da Escravidão Negra OAB-PR e publicou o capítulo “Associativismo feminino negro em Curitiba” no Boletim da Casa Romário Martins “Dos traços aos trajetos: A Curitiba negra entre os séculos XIX e XX”. Também é integrante da Rede Mulheres Negras PR, do Bloco Afro Pretinhosidade e do Baque Mulher Curitiba.

A segunda live acontecerá no dia 24 de novembro, às 18h, com a professora e pesquisadora Lucilene Reginaldo. Ela possui graduação em História pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (1991), mestrado em História pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (1995) e doutorado em História pela Universidade Estadual de Campinas (2005) e atualmente é professora da Área de Estudos Africanos – História da África da Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP, desenvolvendo pesquisas sobre irmandades negras no Império português, igreja e missões católicas em Angola e Congo.

Museu de Arte Contemporânea do Paraná (MAC-PR)

O museu terá artistas negros e negras ocupando o Instagram. São seis artistas convidados para apresentar seus trabalhos durante um dia cada, com posts no feed, stories e um vídeo de apresentação do seus trabalhos. Entre eles, estão Rimon Guimarães, Diodo Duda, Washington Silveira, Claudia Lara, Nelson Sebastião e Ué Prazeres.

Ainda serão realizadas duas mesas redondas, ao vivo, no Youtube do MAC-PR, com artistas convidados, sempre às 17h. A primeira, no dia 19 de novembro, será com Rimon Guimarães, Diogo Duda e Washington Silveira. A segunda, no dia 26 de novembro, terá a participação de Claudia Lara, Nelson Sebastião e Ué Prazeres. A proposta desse programa mostrar o trabalho de artistas negros do Paraná e não negar a ausência de artistas negros no acervo, buscando estratégias para ampliar esse número.

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