12 livros clássicos para entender mais sobre a vida, a história e a sociedade

Conheça alguns títulos clássicos da literatura mundial que são indispensáveis para saber mais sobre vários aspectos históricos e da nossa vida

A história dos livros data de milhares de anos. Ela está diretamente atrelada ao desenvolvimento da escrita, que os estudiosos acreditam ter ocorrido na civilização Suméria, que deve ter vivido entre 5.500 a.C. e 4.000 a.C., de acordo com sugestões de historiadores modernos.

Se a escrita pode ter surgido nesse intervalo, acredita-se que a impressão de livros tenha começado entre 618 d.C. e 907 d.C., na China, período da famosa Dinastia Tang. Logo, mesmo pelas previsões “mais recentes”, os livros impressos já devem ter mais de 1.100 anos.

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Durante todo esse tempo, certos livros ganharam um lugar de destaque na história e são consideradas como indispensáveis para os amantes da leitura, bem como para aqueles que querem entender melhor a vida e seus desdobramentos.

Confira abaixo uma seleção de 12 livros que, de alguma forma, podem agregar em sua vida e ajudar com o seu desenvolvimento. As obras retratam diferentes pontos de vista, crenças, teorias e assuntos, mas não se pode negar que ocupam um lugar de destaque na literatura, tendo influenciado mais ou menos intensamente o mundo para que ele estivesse como está hoje.

12 livros para entender melhor a vida, a história e a sociedade

A República (Platão, década de 379 a.C.)
Este é o mais famoso dos diálogos de Platão, o filósofo grego, narrado em primeira pessoa por Sócrates, que parte de uma busca pela definição de Justiça e versa sobre uma série de temas, da própria injustiça a outros pontos políticos, psicológicos, metafísicos e epistemológicos.

O destaque do livro fica por conta das divagações do filósofo sobre o tema. Ele foi dividido em dez livros e subdividido em capítulos e, embora seja uma leitura densa, é uma das mais conhecidas obras de filosofia política de todos os tempos.

Guerra e Paz (Liev Tolstói, de 1865 a 1869)
Uma das obras mais volumosas da literatura universal, o romance histórico narra a história da Rússia na época de Napoleão Bonaparte com detalhes ricos e realistas, além de várias descrições psicológicas que transformam o livro em um dos maiores na História da Literatura.

Nem mesmo Tolstói previa que a obra faria tanto sucesso, mas sua teoria fatalista de que o livre arbítrio não seria tão importante e que todos os acontecimentos apenas obedeceriam a um determinismo histórico se transformou em uma obra notável.

Analectos de Confúcio (Confúcio, sem data definida)
Coletânea de provérbios e ideias do filósofo chinês Confúcio. Acredita-se que ele tenha sido escrito por alguns de seus seguidores e, hoje, é considerado o livro mais importante no confucionismo.

Embora Confúcio possa ser retratado como um filósofo oriental obscuro e impenetrável na cultura pop atual, muitos de seus ensinamentos envolvem lições morais similares às que aprendemos na infância, incluindo uma versão primitiva da ética da reciprocidade – trate os outros como você gostaria de ser tratado.

O Profeta (Khalil Gibran, 1923)
Obra mais conhecida de Khalil Gibran, O Profeta é uma poesia em prosa inspiradora e que versa sobre uma filosofia simples: viver bem com os pensamentos, comportamentos e escolhas.

O autor traz uma reflexão sobre a beleza da vida e a bondade e ensina sobre amor, trabalho, alegria, morte e vários outros temas importantes, o que torna a obra acessível e recomendável para pessoas de diferentes idades.

O Segundo Sexo (Simone de Beauvoir, 1949)
A obra da filósofa francesa é considerada como o ponto de partida da segunda onda do feminismo e visa documentar a opressão sistemática sofrida pelas mulheres ao longo da história.

Simone de Beauvoir deu voz às frustrações que muitas mulheres sentiam, mas não sabiam como articular. O livro explica com vários exemplos como as mulheres foram tratadas como cidadãs de segunda classe e é uma obra imperdível para quem deseja aprender sobre o tema desde suas raízes.

1984 (George Orwell, 1949)
A clássica obra de George Orwell iniciou o subgênero de distopia, em que os autores imaginam um futuro não tão distante como um verdadeiro pesadelo, em um lugar controlado pelo governo, geralmente com uma censura crescente e sem liberdade.

O enredo fala sobre um homem que vive em uma sociedade controlada por um líder chamado de Grande Irmão, que rege por meio de medo, força, vigilância e um culto de personalidade, embora não se saiba exatamente se ele existe ou não.

Curiosamente, foi deste livro que surgiram expressões e termos usados até hoje, como “Big Brother” e “2 + 2 = 5”.

A Arte da Guerra (Sun Tzu, século IV a.C.)
Este tratado militar foi adotado pelos empresários como um livro de sugestões sobre como viver no mundo do capitalismo.

Cada um dos 13 capítulos fala sobre um diferente aspecto da guerra, a qual Sun Tzu, general militar chinês e estrategista respeitado, achava que devia ser evitada ao máximo e completada de maneira rápida e eficiente quando necessária.

Os ensinamentos do livro foram adotados pelo mundo dos negócios e do direito para que seja possível como aprender a vencer argumentos e negociações.

O Diário de Anne Frank (Anne Frank, 1947)
Provavelmente, este é o livro mais importante e conhecido sobre o Holocausto. Anne Frank era uma adolescente que tinha um diário bem detalhado enquanto se escondia com sua família por dois anos durante a ocupação nazista nos Países Baixos.

Ainda bem jovem na época, ela recebeu o diário como presente em seu aniversário de 13 anos e o utilizou para mostrar como ela tentava levar uma vida “normal” enquanto o mundo estava em um dos períodos mais sombrios da história moderna.

A Mística Feminina (Betty Friedan, 1963)
Este clássico de Betty Friedan é creditado por trazer mais destaque à segunda onda do feminismo. Enquanto a primeira focava em questões como os direitos de voto e de propriedade para as mulheres, a segunda falava sobre sexualidade, família, trabalho e direitos reprodutivos.

Friedan se inspirou para escrever o livro quando foi solicitada para fazer uma pesquisa com suas antigas colegas de escola no Smith College para o seu 15º encontro, quando percebeu que a maioria delas estava muito infeliz em seu papel como mães e donas de casa.

A Origem das Espécies (Charles Darwin, 1859)
O evolucionismo é um tópico ainda bastante controverso nos dias de hoje, e tudo começou com as descobertas de hereditariedade e seleção natural feitas por Charles Darwin, as quais foram documentadas neste livro.

Por meio da observação de gerações de várias plantas e animais, Darwin percebeu como as criaturas evoluem e se adaptam aos ambientes naturais em um processo de sobrevivência. Publicado em 1859, este é o livro que baseia as ciências da vida.

O Manifesto Comunista (Karl Marx e Friedrich Engels, 1848)
Este breve manifesto foi publicado em 1848 e provocou uma série de revoluções antes de ser mal interpretado por pessoas que buscavam criar seus ideais no mundo real.

O livro é um dos trabalhos mais influentes de todos os tempos na teoria política, além de ser uma verdadeira lição de que algumas ideias boas, ou pelo menos bem-intencionadas, podem ser distorcidas pelas pessoas.

Muitos concordam que este livro é “bom na teoria, mas não na prática”, enquanto outros acreditam que é possível e factível ter uma sociedade como a que Marx descreve para o benefício da humanidade. Seja qual for o seu pensamento, a fama e a influência do livro são inegáveis.

As Fábulas de Esopo (Esopo, de 620 a.C. a 560 a.C.)
Este livro é uma coletânea de fábulas e contos creditados a Esopo, um escravo da Grécia Antiga que supostamente escreveu ou colecionou tais contos em algum momento de sua vida, entre 620 a.C. e 560 a.C.

Fábulas como “a tartaruga e a lebre” e “a formiga e o gafanhoto” ainda são ensinadas a crianças por todo o mundo e interpretadas de várias formas. Por meio de personagens animais e situações fantasiosas, podemos aprender lições simples, como “devagar se vai ao longe”.

Caso deseje comprar algum das obras, é sempre bom lembrar que existem diversos sebos, inclusive on-line, para quem não liga de ter livros usados, ou sites com cupons de desconto, como o Méliuz, para adquirir livros novos pela internet e tentar economizar.

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