Era uma vez: A ponte entre as histórias, as imagens e o cérebro

Contar ou ouvir narrativas permite resgatar memórias muito antigas e cria ligações emocionais entre o contador e o ouvinte

Tina Demarche
Era uma vez… uma dentista gaúcha que queria saber sempre mais. Se entusiasmou pela Biologia e depois se apaixonou pela Fisiologia, fazendo mestrado e doutorado nesse ramo que estuda as funções e o funcionamento normal das células, órgãos e sistemas dos seres vivos.
Foi professora, coordenadora do Laboratório de Neurofisiologia e orientadora dos programas de Pós-Graduação em Biologia Celular e Molecular e em Fisiologia da Universidade Federal do Paraná.
Em 2013, depois de um curso na Casa do Contador de Histórias, em Curitiba, o que parecia um desvio na área de atuação foi, na verdade, um novo e arrebatador encantamento para a hoje professora titular aposentada da UFPR, Anete Curte Ferraz. Ela se revelou uma contadora de histórias e escritora de literatura para crianças e jovens. A partir dessa descoberta, fez uma pós-graduação no Instituto Fatum, onde atualmente é responsável pelo módulo “A Imaginação e as Redes Neuronais”. Em 2020 publicou o livro “Mahuru”, pela Editora Fatum Educação e participou das coletâneas Recontos da Narrativa Popular e De Bichos e de Coisas, em 2021.
Da contação para uma nova pesquisa foi um pulinho. Anete abraçou o desafio de estabelecer uma ponte entre as histórias, as imagens e o cérebro.
Acompanhe comigo o que ela encontrou.
TD – O que a levou a um curso de contação de histórias?
AF – Exerci todos papéis pertinentes a uma carreira de docente e pesquisadora. Ministrei aulas, orientei teses, dissertações, monografias de especialização e iniciação científica. Ajudei o Departamento de Fisiologia (UFPR) a consolidar seu programa de Pós-Graduação (mestrado/doutorado), estabeleci uma linha de pesquisa, publiquei artigos científicos em revistas internacionais, busquei recursos para o laboratório de Neurofisiologia, o qual coordenava, e ouvi muitas histórias de vida contadas por meus alunos. Acredito que as histórias contadas e ouvidas em sala de aula e laboratório foram sementes lançadas para a descoberta de novos encantamentos ao finalizar uma carreira.
TD – Qual o maior ensinamento que você teve no curso?
AF – Que as histórias são ferramentas a serem usadas em todos os momentos da nossa vida em qualquer faixa etária. Elas criam elos de confiança, solidariedade, respeito, inclusão, acalanto, reflexão e doação de muito carinho.
TD – O que a Fisiologia e a Contação de Histórias têm em comum?
AF – A Fisiologia (do grego physis = natureza e logos = estudo) é o estudo das funções e do funcionamento normal das células, órgãos e sistemas dos seres vivos. O cérebro é um órgão especialmente impactado pela contação de histórias porque elas levam à formação de imagens e resgate de memórias antigas, ao mesmo tempo em que novas são formadas. Isso significa que muitas áreas cerebrais são ativadas simultaneamente, bilhões de neurônios estão produzindo impulsos elétricos nas suas membranas em proporções maiores do que antes. Logo transmitem esses impulsos para outros neurônios situados na vizinhança ou a distância em áreas cerebrais diferentes. Portanto, as modificações cognitivas, afetivas e culturais provocadas por uma história somente acontecem porque o cérebro é fisiologicamente preparado para formar imagens, memórias, despertar emoções, assim como para a vivência do aprendizado a respeito da nossa história individual e coletiva.
TD – O que a levou a pesquisar o processo de formação de imagens durante a contação de histórias?
AF – Narrei histórias em uma instituição destinada a abrigar pessoas adultas HIV positivas sintomáticas. As pessoas apresentavam transtornos mentais leves ou problemas motores de brandos a severos em função de complicações neurológicas. Observei que algumas pessoas não conseguiam repetir o tema da história que acabavam de ouvir. Julguei serem danos cognitivos. Mas ao longo das semanas, meses, essas pessoas começaram a evocar memórias da infância a partir da história ouvida, tirar conclusões e despertar emoções. Nesse momento eu percebi que algo acontecia que permitia alterações funcionais/comportamentais. Sabendo que a história cria suas imagens de acordo com a experiência, realidade de vida individual, comecei a buscar na ciência base para o processo imaginativo.
A grande surpresa foi encontrar uma série de artigos científicos publicados em revistas internacionais de alta respeitabilidade científica evidenciando a ativação de muitas áreas cerebrais durante a formação de imagens utilizando técnicas de neuroimagem. Percebi meu novo desafio: estabelecer uma ponte entre o mundo das histórias, as imagens e o cérebro.
TD – O que acontece no cérebro de uma pessoa que ouve uma história?
AF –
Recentemente pesquisas científicas mostram o trabalho de uma verdadeira rede neuronal de áreas associadas para desempenhar o processo imaginativo. Em primeiro lugar nós ouvimos a história, logo mensagens são enviadas desde as células do ouvido interno por meio de neurônios até o córtex auditivo primário, área que decifra as propriedades físicas do som sem distinguir ruído da fala humana. Para compreender o conteúdo linguístico é requisitada a participação de outras áreas. Mas também é preciso consultar os léxicons (dicionários mentais) que armazenam memórias semânticas e sintáticas (para dar sentido às frases) e fonéticas. É preciso prestar atenção no interlocutor inibindo sons ambientes – controle executivo – sendo necessária a participação de áreas corticais frontais e giro do cíngulo anterior.
A formação de imagens vai ocorrer com base na percepção sensorial associada à nossa memória. Se na história se diz que a torta tinha gosto de limão, vamos pensar na imagem de um limão. Isso depende de áreas corticais visuais.
Para lembrar a imagem do limão, as áreas temporais mediais com participação dos hipocampos são ativadas. Também nessas estruturas encontramos células importantes para a orientação espacial dos personagens e objetos.
O lindo é que nossa imaginação é rica e podemos formar imagens mentais nunca antes experimentadas. Por exemplo, podemos deduzir o que acontecerá na história por meio da ativação de áreas corticais frontais.
Ainda é preciso saber se essa história faz sentido para mim, se gosto dela ou não. Que sentimentos os personagens provocam, se desenvolvo empatia por eles? Aí estamos falando da leitura emocional que está associada com o histórico de vida de cada pessoa, embasado em memórias pessoais e sociais. Contar histórias cria pontes emocionais entre os ouvintes e suas histórias, entre você e seus ouvintes.
TD – No cérebro, quais são as diferenças entre contar e ouvir uma história?
AF – Basicamente, as mesmas áreas cerebrais são ativadas, porém em nova sequência. Para contar uma história é fundamental a formação mental de imagens contidas na história. Somente assim, o contador será hábil em induzir seus ouvintes a imaginarem um quadro mental. Embora cada ouvinte crie sua própria imagem de acordo com a riqueza de sua experiência individual, cabe ao contador de histórias criar previamente as imagens para torná-las verdadeiras através dos gestos, da entonação de sua voz e da intenção.
O contador ao preparar uma história precisa “sentir” a história, ou seja, estar consciente das emoções despertadas e influenciadas pelo seu histórico de vida. Durante a contação, a emoção se manifestará na voz e gestual. Atos mecânicos, decorados não irão produzir reações emocionais na plateia.
TD – Porque é importante contar e ouvir histórias?
AF – As histórias carregam uma carga ancestral muito grande. A cultura, as crenças, tradições de um povo. Ao contarmos ou ouvirmos histórias resgatamos memórias muito antigas como se estivessem gravadas na nossa memória celular. As histórias, de forma geral abordam temas que refletem amores, desamores, temores, ansiedades, medo da morte, de envelhecer, da solidão, de perdas afetivas e materiais. À medida que esses temas são desenvolvidos pela trama da história, oferecem soluções que nos levam a aprender a lidar de forma simbólica com nossos conflitos.
A narrativa de uma história leva a criança, por exemplo, a imaginar o que nunca viu antes ampliando a sua experiência/visão pessoal do mundo. A ativação das redes neuronais torna-se fundamental para o processo formativo de imagens e, consequentemente para o processo criativo.
Mais detalhadamente, a narrativa de uma história funciona como mediadora das funções executivas, aumenta a riqueza dos dicionários mentais, memória semântica e autobiográfica, facilita o processo de linguagem e, posteriormente, de escrita. Além disso trabalha empatia e sensações corpóreas.
TD – Quais os benefícios de uma rede neuronal bem fortalecida, para adultos e crianças?
AF –Basicamente as redes neuronais nos tornam capazes de pensar no passado e no futuro, a pensar na nossa relação com os outros e, principalmente, nos capacitam para resoluções de problemas pela estimulação da criatividade.
Por meio de neuroimagem de ressonância magnética funcional, a observância das redes neuronais em bebês e crianças fornece informações importantes. Elas indicam que regiões corticais responsáveis pela atenção, controle executivo e motor, pela sensibilidade tátil e pela visão estão ativas. A maturação das redes, da estrutura cerebral ao longo da infância até a adolescência e a vida adulta, reflete funcionalidade aumentada que se traduz no amadurecimento das habilidades linguísticas da criança, tanto para falar e compreender, como para ler e escrever.
A ciência nos diz que funcionalidade e estrutura cerebral são esculpidas pela experiência. As histórias são ferramentas mágicas à nossa disposição.
TD – Li certa vez que o primeiro ano de vida de um ser humano é aquele em que ele mais aprende coisas. Se nos basearmos nessa informação, qual seria o impacto de se contar histórias a um bebê?
AF – Uma grande contribuição da neurociência foi estabelecer as potencialidades neurobiológicas nos primeiros anos de vida. Nessas etapas cronológicas, processos como a formação dos circuitos neuronais e refinamento seletivo das conexões neuronais ou sinapses estão acontecendo de forma exacerbada. É o que chamamos de amadurecimento cerebral. Assim, a percepção sensorial, a iniciação social/afetiva e o desenvolvimento da fala acontecem em larga escala.
As primeiras histórias a estimularem o cérebro humano são cantigas de ninar, que representam manifestação de carinho e aconchego. Assim, narrativas curtas, cantigas, repetições e rimas embaladas por voz suave, gestos, imagens coloridas e sons estimulam a ativação de redes neuronais em uma fase de pleno desenvolvimento neurobiológico.
TD – Se considerarmos que ao ouvir uma história, a pessoa precisa usar os dois lados do cérebro para compreender e sentir o que é contado, é correto dizer que o lado esquerdo é o responsável pela lógica e o direito pelo emocional?
AF – Este modelo de cérebro é, na verdade, o que chamamos na ciência neuromito, uma metáfora. Criatividade e lógica dependem de redes neuronais que se espalham por grandes áreas envolvendo ambos hemisférios. A atividade cerebral simultânea é garantida por um grosso feixe de fibras unindo os dois hemisférios chamado corpo caloso.
Algumas pessoas podem ser mais lógicas ou criativas, mas isso nada tem a ver com os hemisférios cerebrais. Por exemplo, o hemisfério esquerdo, via de regra é bastante ativado no processamento da linguagem. Porém, o hemisfério direito é importante para processar aspectos da linguagem como entonação, ênfase e aspectos emocionais. Logo, os dois lados cerebrais trabalham conectados e associados.
Outro exemplo é a criatividade relacionada ao lado direito do cérebro. A capacidade de inventar histórias, conectar fenômenos depende principalmente do lado esquerdo. Assim a criatividade do indivíduo depende da capacidade de integrar informações e para isso a interação entre os hemisférios é fundamental. Resolver problemas matemáticos também requer criatividade.
Outro exemplo: responder à música é atribuído ao desempenho do hemisfério direito, mas o processamento de elementos musicais como tom, ritmo e melodia envolve áreas do hemisfério esquerdo.
TD – Pediatras deveriam recomendar que, além dos professores, os pais também contassem histórias às crianças? Por que?
AF –
Pouco tempo atrás, a Academia Americana de Pediatria divulgou uma diretriz dizendo que todos os cuidados pediátricos primários deveriam incluir a promoção da leitura. Começando desde o nascimento. Isso significa que os pediatras deveriam aconselhar rotineiramente os pais da grande importância da leitura, mesmo para as crianças menores. A diretriz contava com uma análise crítica de uma pesquisa sobre os vínculos entre crescer com livros, a leitura em voz alta e o desenvolvimento posterior da linguagem, assim como do sucesso escolar. Nessa pesquisa foi constatado que crianças que escutam histórias de ninar exibem uma atividade cerebral maior. Ou seja, o cérebro é mais ativado nesses momentos. A leitura em voz alta (contação de histórias) realmente desempenha um papel importante na formação das redes cerebrais que auxiliarão as crianças a longo prazo.
TD – Em relação especificamente ao aspecto emocional, o que as crianças podem aprender com as histórias?
AF – Muitas vezes é difícil para a criança administrar seus sentimentos. Nas histórias (lendas, contos, mitos) o uso de uma fala simbólica, metafórica, oferece às crianças mecanismos para enfrentar os problemas de uma forma criativa e saudável. Por exemplo, o final feliz das histórias representa a destruição das forças maléficas fortalecendo o processo de identificação da criança com o personagem vencedor das aventuras. Finais de histórias não felizes, por outro lado, fornecem à criança oportunidade de trabalhar a morte e perdas afetivas. Portanto, a história sempre promove um ganho afetivo estimulando a criança a vencer obstáculos, medos, angústias e ansiedades, que habitam o pensamento infantil e juvenil. Ela aprende a superar limitações e a lidar com as emoções de uma maneira simbólica.
As histórias, de um lado fortalecem as conexões neuronais, de outro proporcionam a sedimentação da individualidade e autovalorização. Portanto, o resultado é o desenvolvimento da maturidade física e emocional.
TD – O que a contação de histórias traz para você?
AF – Gosto muito de uma frase de Alessandra Giordano no livro “Contar Histórias, um recurso arteterapêutico de transformação e cura” que diz: Ao ouvir um conto surge a possibilidade de revisitar a própria história, porém de outro jeito: pensando os sentimentos e sentindo os pensamentos.
O contador de histórias ao narrar/ouvir/escrever um conto, mito ou lenda se conecta à sua própria experiência de vida criando imagens profundas e interpretações que refletem as suas verdades espirituais e emocionais.
Na minha experiência pessoal o ato de narrar e, mais recentemente, escrever histórias têm me proporcionado gratidão à vida.

QUEM INDICA O QUÊ

Juliana Macedo Rocha é graduada em História e Pedagogia. Começou a atuar profissionalmente no mercado editorial, prestando serviço como revisora de livros didáticos e paradidáticos. Acabou indo trilhar outros caminhos, mas sempre manteve viva a paixão pelos livros, especialmente os de literatura infantojuvenil. Lê quase diariamente para e com o filho, que está em processo de alfabetização. Sejam livros que guarda da época em que era criança, sejam os que – antes da pandemia – eram emprestados de bibliotecas, ou até mesmo os e-books. Juliana é autora do livro “O Menino do Cabelo Espetadinho”, um livro bilíngue, com opção em inglês ou espanhol.

“Até os Monstros Arrumam o Cabelo é um livro muito divertido que foi escrito e ilustrado pelo norte-americano Matthew McElligott. No Brasil, foi lançado em 2011 pela Editora Prumo. Em 48 páginas, o autor desenvolve um texto escrito enxuto, cirurgicamente disposto entre a farta ilustração. A trama é leve, bem-humorada, e aborda temáticas como profissão que passa de pai para filho, aventuras noturnas e o imaginário sobre monstros. Uma dica ‘quente’ é apresentar o livro para crianças que ficam ansiosas ou têm pavor de cortar o cabelo”.

EU INDICO

Irmã-estrela, do premiado autor congolês Alain Mabanckou, foi uma surpresa deliciosa revelada em uma aula de minha pós-graduação em Literatura Infantil e Juvenil. Nessa obra, que tem uma ilustração maravilhosa da francesa Judith Gueyfier, é perceptível o conhecimento e a compreensão da artista pelos elementos da cultura e da literatura africana, já que seu trabalho dialoga perfeitamente com a narrativa verbal.
Inspirado na própria infância, Mabanckou escreveu esse livro em que trata com delicadeza o tema da morte e da aceitação dela entre as crianças e adolescentes. Ele ainda nos presenteia com particularidades relacionadas às raízes e à religiosidade de aldeias daquele continente.
 

Tina Demarche é jornalista, apaixonada por literatura infantil e metida a escritora. Também gosta de crianças, animais e plantas. Sonha com um mundo sem fronteiras, como o mundo da imaginação. E-mail de contato: tinademarche@yahoo.com.br

 

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