Novidades marcam um ano do protesto Lute como uma Garota

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Lute como uma Garota completa um ano e lança edição limitada de esculturas em cerâmica e minidocumentário

 

Série de quadros com esculturas feitos à mão trazem miniaturas de vestidos usados pelas sufragistas e trabalhadoras do começo do século 20. Foto: Divulgação

Dia 8 de março de 2018, o movimento Peita, que lançou camisetas com a frase de protesto Lute como uma Garota, completa um ano. Nesse período, foram lançadas outros 14 modelos de camisetas que se transformaram em uma forma de protesto feminista feito por mulheres e homens. “A Peita nasceu nas ruas. Mesmo que a ideia de ter uma marca de camisetas com dizeres polêmicos  já existisse, foi a Marcha das Mulheres que me motivou a criar uma ferramenta de resistência. Organizações feministas batalharam mais de 60 anos pra data ser instituída. Não para ganharmos flores, é um dia de resistência, de fazermos nossas reivindicações pela igualdade entre gênero, raça, opção sexual”, explica a designer Karina Gallon. “

Para agradecer o engajamento das pessoas, será lançado o projeto do minidocumentário “O que é lutar como uma garota?” e o tumblr “Lute Como Uma Garota”. Os relatos serão captados ao longo de 2018 e, mensalmente, um trecho será divulgado. O primeiro episódio será com a afroempreendedora Aline Castro Farias, criadora da marca Fuá Acessórios. “No teaser da sua entrevista, ela conta um relato emocionante do que é ser mulher, negra e criar sozinha uma filha adolescente”, revela Gallon. A afroempreendedora é idealizadora do “Dia de Rainha”, projeto que oferece, além de um dia com atividades e shows, bolsas e necessaires com produtos de beleza e higiene para mulheres em situação de rua.

Os vídeos tem a direção de Karina Gallon e Leticiah Futata, que também assina a fotografia; a responsável pela entrevista é a psicóloga Lari Tomass; fotografia still por Duda Dalzoto e trilha sonora da Toro Creative Audio.

Esculturas e pinturas
Também será lançada uma série de quadros com esculturas feitos à  mão pela designer Marilzete Toazza que trazem miniaturas de vestidos usados pelas sufragistas e trabalhadoras do começo do século 20. “Sigo o mesmo processo de uma costureira: faço os moldes dos vestidos e camisetas, recorto a massa uma por uma e ‘costuro’. Modelo o seio, barriga e quadril como se tivesse alguém dentro, pra dar a sensação de movimento’”, explica a designer. O processo leva mais de 50 horas, entre preparação da massa, modelagem, queima da argila, esmaltagem  e montagem dos quadros. “A coleção é exclusiva, limitada e numerada. Nenhuma peça é igual a outra”, revela. A página do Facebook “As Mina na História”,  fará sorteios das esculturas de cerâmica e camisetas no dia 8 de março.

Sarau comemorativo
No dia 11 de março, ainda acontece um sarau de comemoração que terá a participação da banda Mulamba. Entre as atrações está a banda “Horrorosas Desprezíveis”; sarau com Mulamba, Imperador Sem Teto, Nely e Resistência; intervenção e performance com a atriz Mariana Barros; discotecagem; tattoos e sorteio de peitas. O evento será no Curitiba Backpackers Hostel,  partir das 15h. A entrada será R$ 8 e a doação de um produto de higiene e beleza para ser doado à mulheres em situação de risco.

Serviço: Sarau de um ano de Peita e Mulamba
Data: 11 de março
Horário: a partir das 15h
Local: Curitiba Backpackers Hostel – Rua Nilo Peçanha 243 – São Francisco
Entrada: R$8 + um produto de higiene ou beleza.
Mais informações no site www.peita.me e na página oficial www.facebook.com/putapeita.

 

2018-03-05T18:46:37+00:00 05 março - 2018 |0 Comentários

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