Golpes digitais – Especialista alerta para links falsos, sites clonados e riscos de conexões públicas; medidas práticas reduzem chances de prejuízo.
O fim do ano traz promoções, compras de Natal, reservas de viagem e maior uso de aplicativos — e também mais oportunidades para criminosos digitais. Segundo pesquisa do DataSenado, mais de 40 milhões de brasileiros perderam dinheiro em crimes cibernéticos no último ano. Golpes com links falsos, e‑commerces clonados, anúncios enganadores e a utilização de redes Wi‑Fi públicas sem proteção tornam‑se mais frequentes nesta temporada.

Como os golpes mais comuns funcionam
Mensagens que imitam grandes varejistas ou marcas são enviadas por e‑mail, redes sociais e aplicativos de mensagem com links para promoções. Ao clicar, o usuário pode ser direcionado a páginas fraudulentas que pedem CPF, dados do cartão e senha, ou que instalam malwares no dispositivo. Outra modalidade é o anúncio com preço muito abaixo do mercado: após o pagamento o produto nunca chega ou a loja some.
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Perigo das redes Wi‑Fi públicas
Conexões abertas em shoppings, aeroportos, hotéis e praças facilitam a interceptação de dados. Quem acessa internet banking, carteiras digitais ou lojas virtuais em redes sem segurança corre o risco de ter informações capturadas ou cartões clonados. Especialistas recomendam evitar transações financeiras em redes públicas e desativar a conexão automática a pontos de acesso desconhecidos.

Boas práticas para se proteger
Marcelo Letti, diretor técnico do provedor de internet Unetvale, destaca medidas simples que tornam a navegação mais segura: conferir o endereço do site antes de inserir dados, procurar o cadeado de segurança no navegador, desconfiar de descontos muito acima da média e checar reputação da loja. Outras recomendações práticas:
- Use senhas fortes e diferentes para cada serviço e ative a autenticação em duas etapas sempre que possível.
- Mantenha sistemas e aplicativos atualizados para corrigir falhas de segurança.
- Prefira a rede móvel ou o Wi‑Fi de casa para compras e transações financeiras.
- Evite clicar em links recebidos por mensagens; acesse sites oficiais digitando o endereço ou usando apps reconhecidos.
- Desative a conexão automática a redes públicas e utilize VPN em deslocamentos quando necessário.

O que fazer em caso de suspeita
Se desconfiar de uma transação ou receber uma página pedindo dados sensíveis, encerre a conexão e não conclua a compra. Contate a empresa pelos canais oficiais e monitore extratos bancários e faturas do cartão. Em caso de perda financeira, registre boletim de ocorrência e informe o banco ou a administradora do cartão para bloquear operações.
“A internet faz parte da rotina, mas isso não significa navegar no automático. Ter uma conexão segura, desconfiar de ofertas fáceis e adotar boas práticas de segurança digital é a forma mais eficiente de reduzir riscos”, afirma Marcelo Letti. Seguir essas orientações ajuda a aproveitar as compras e viagens de fim de ano com mais segurança e menos dor de cabeça.

















